A Polícia da República de Moçambique (PRM), na Zambézia, apresentou neste sábado (14), na cidade de Quelimane, pelo menos oito indivíduos do sexo masculino, acusados de liderar onda de manifestação que vinha decorrendo desde o dia 12 de fevereiro, nas localidades de Zalala e Maquival, distrito de Quelimane.
A porta-voz da PRM, Belarmina Henriques, indicou que a detenção daqueles indivíduos foi após intervenção da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), afirmando que os populares primeiro colocaram barricadas na estrada para impedir a circulação das viaturas da corporação.
Belarmina Henriques, revelou que a manifestação que teve como origem a falta de chuva, situação em que são apontadas as autoridades locais, resultou no ferimento de vários membros da estrutura local sendo que um líder comunitário continua internado no hospital central de Quelimane.
A população de Maquival acredita que a chuva que não cai na região tenha sido de forma tradicional amarrada pela liderança local e agentes económicos.
Além destes, o chefe do posto administrativo de Maquival e agentes económicos bem sucedidos na zona foram espancados e tiveram seus bens vandalizados.
Em contacto com a imprensa durante a apresentação pública, os indivíduos acusados de liderar a manifestação, ora detidos na Primeira Esquadra em Quelimane negam seu envolvimento no acto.
Por sua vez, a porta-voz da PRM garante ter provas e por isso está a ser elaborado um expediente para o ministério público com vista dar seguimento para o tribunal local.
