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Moçambique: Professores reivindicam pagamento de horas extraordinárias

alunos escola

A Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) realiza hoje, 03 de janeiro, na Matola, província de Maputo, uma marcha pacífica em protesto contra a falta de pagamento de treze meses de horas extraordinárias relativas ao ano 2022/23.

Através de uma carta ao Ministério da Economia e Finanças, a ANAPRO questiona os fundamentos e critérios que terão determinado o pagamento gradual de horas extras para professores de segundo turno, em algumas escolas, e que prazos foram determinados para a conclusão desses pagamentos.

Recorde-se que, em dezembro, a ministra da Educação, Carmelita Namashulua, disse que o Governo estava a pagar o décimo terceiro salário. “O processo está a acontecer. À medida que a inspeção vai verificando e validando gradualmente, os pagamentos estão a ser feitos”, disse aos jornalistas Carmelita Namashulua, à margem do ato que marcou o início dos exames finais do ensino secundário.

Segundo apuramos, o Governo pagou apenas dois meses a professores de algumas escolas da cidade e província de Maputo. Os professores estão agastados e acusam o Governo de falta de seriedade, afirmando que o executivo simulou o pagamento para assegurar o decurso normal dos exames do Ensino Geral, à qual um grupo de professores anunciou boicotar.

“O pagamento das horas extras não é negociável”, disse o secretário-geral da ANAPRO, Nelson Tivane. Para o responsável da Associação, as declarações da ministra foram uma estratégia “para fazer o boi adormecer” e assegurar o decurso normal dos exames.

Apesar das negociações entre o Ministério da Educação e os professores para o pagamento de horas extras e a melhoria de condições de trabalho, o diálogo não teve avanços.

Na cidade de Maputo foram pagas as escolas Hi ta Lhlula; Francisco Manyanga; 3 de Fevereiro; A Força do Povo;  Unidade 2; Eduardo Mondlane (Kamavota); Nelson Mandela; Mavalane A; Mavalane B;  Solidariedade (KaMavota); Heróis Moçambicanos -Ka Mubukwana; Josina Machel; Zedequias Manganhela; Infulene; Quisse Mavota; Escola Secundária da Polana; Instituto Comercial de Maputo; Escola Primária Artur Canana; Escola Secundária de Malhazine; “Armando Guebuza”; Noroeste 2 e a Escola Secundária Malangatana Valente Ngoenha.

Na província de Maputo, foram pagas as seguinte escolas: Instituto Industrial e Comercial da Matola; Escola Secundária de Bedene; Escola Secundária Alfredo Namitete; EPC de Ndlavela; EPC Samora Machel; EPC Km 15; EPC Sidwava e a EPC Tsalala.

Na cidade de Xai-xai, província de Gaza, também vai decorrer uma concentração de professores membros da ANAPRO.

Aurélio Sambo – Correspondente

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