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Moçambique: Relatório aponta persistência de ameaças à liberdade de imprensa em Moçambique

imprensa censura

Celebra-se a 3 de Maio, Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, mas para Moçambique não foi apenas uma reflexão, tendo a data servido para a disponibilização do Relatório sobre a Liberdade de Imprensa no país.

Neste documento produzido pelo MISA Moçambique revela-se que, apesar da redução de casos em 2025, o ambiente para o exercício do jornalismo em Moçambique continua marcado por riscos e pressões.

Durante o ano passado, 2025, foram registadas 15 violações contra a liberdade de imprensa, menos do que em 2024 (32 casos), num ano de maior estabilidade após a crise pós-eleitoral.

Ainda assim, o documento alerta que a diminuição não significa melhorias estruturais, destacando que o Estado continua entre os principais responsáveis pelas violações.

A maioria dos casos envolveu agressões físicas contra jornalistas, muitas delas atribuídas a agentes das forças de segurança. O relatório também destaca o desaparecimento do jornalista e activista político, Arlindo Chissale, ocorrido em janeiro de 2025, cujo paradeiro permanece desconhecido, como um dos episódios mais graves.

Dá um olhar sobre a região o Norte do país, sobre a província de Cabo Delgado assolada por terrorismo há cerca de uma década. De acordo com o MISA, o conflito em Cabo Delgado continua a agravar os riscos para a imprensa, com registos de intimidação, detenções e limitações ao trabalho jornalístico.

No entanto, sublinha que apesar de Moçambique possuir Leis que garantem a liberdade de imprensa, o MISA – Moçambique sublinha que a cultura política e institucional continua a restringir o acesso à informação e a independência dos médias.

O relatório faz uma antevisão que o novo ciclo político liderado por Daniel Chapo pode desempenhar um papel decisivo para determinar se haverá avanços ou continuidade das restrições à liberdade de imprensa no país.

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