Têm circulado nos últimos tempos acusações sobre uma alegada coligação entre a Frelimo e a Renamo para a eliminação de um artigo que dava poder aos tribunais distritais para a recontagem de votos.
No entanto, o porta-voz da Renamo, Marcial Macome, veio negar esta informação. Segundo o representante do maior partido da oposição em Moçambique, este não poderia “abdicar de todos ganhos obtidos, mais de 20 artigos, em detrimento de um artigo”, cita “O País”.
“Há uma informação posta a circular que dá conta de que a Renamo se teria coligado à Frelimo para retirar a autoridade dos tribunais de recontar os votos. Esta informação não constitui verdade, porque a revisão da Lei não se resumia somente a este ponto, que também foi proposto pela Renamo na sede do debate da revisão da mesma lei”, esclareceu.
Também de acordo com Macome, a referida proposta dava igual destaque a outros pontos, como a presença dos jornalistas em todas as fases do processo de apuramento, sem nenhuma proibição. Fazia também parte da proposta a solicitação da polícia em casos de necessidade extrema.
O porta-voz sublinhou que a Renamo obrigou a Frelimo a fazer constar da agenda da sessão da Assembleia da República o reexame da lei eleitoral, pois percebeu “a má fé daquele partido”.
