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Moçambique: Sobrelotação da morgue municipal de Maputo preocupa as autoridades

A vereadora de Saúde do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Alice de Abreu, efetuou, esta semana, uma visita relâmpago à morgue municipal anexa ao Hospital Central de Maputo, onde constatou que esta unidade está a funcionar a meio-gás, devido à não operacionalização do total das 140 gavetas frigoríficas para a conservação de corpos. Apenas 72 gavetas estão em funcionamento, o que leva à ocorrência de cobranças ilícitas para a conservação de corpos.

Por outro lado, há ainda a situação de corpos não reclamados, o que contribui para a sobrelotação da morgue. No ano passado, cerca de três mil corpos foram depositados numa vala comum.

A visita de Alice de Abreu tinha também o objetivo de aferir o estágio de funcionamento das câmaras frigoríficas e monitorizar os trabalhos da edilidade para aumentar a capacidade de conservação de corpos.

“Continuaremos a fazer a manutenção das câmaras para que possam durar. Neste momento, estamos na fase de melhoramento da infraestrutura, da canalização, da capacidade de energia e também está em curso o processo de importação de câmaras para o novo espaço”, garantiu a vereadora.

Alice de Abreu afirmou que a edilidade tem sensibilizado os funcionários e utentes no sentido de evitar o envolvimento em atos de corrupção e aproveitou a ocasião para apelar aos familiares dos falecidos para optarem por utilizar a morgue anexa ao cemitério de Michafutene, quando o funeral se realiza naquela espaço.

Refira-se que o município está a investir oito milhões de meticais de fundos próprios para aumentar a capacidade de conservação dos corpos, gastando, por outro lado, cerca de dois milhões de meticais na abertura de uma vala comum para enterrar os corpos não reclamados.

Aurélio Sambo – Correspondente

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