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Moçambique: Suspeitos de desvio de medicamentos na maior unidade sanitária do norte do país negam envolvimento e alegam perseguição

Três funcionários do Hospital Central de Nampula (HCN), nomeadamente um motorista e dois agentes de serviço, encontram-se detidos na 2.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), suspeitos de envolvimento num esquema de desvio de medicamentos ocorrido no passado dia 1 de Junho.

A PRM anunciou nesta quarta-feira (3), que os vai manter detidos até que investigação em curso seja concluída, numa tentativa de as autoridades apurarem todo esquema de roubo de medicamentos na maior unidade sanitária do norte do país.

Durante uma conferência de imprensa que foi destinada para apresentação dos detidos, estes rejeitaram as acusações e afirmaram estar a ser alvo de perseguição por parte de colegas de trabalho.

O motorista, que conta com cerca de 20 anos de serviço naquela unidade hospitalar, declarou não ter conhecimento sobre a proveniência dos medicamentos encontrados na sua viatura. Segundo explicou, o material pode ter sido colocado no veículo por terceiros com a intenção de o incriminar.

“Não sei como os medicamentos foram parar à viatura. Acredito que alguém tenha aproveitado um momento em que o carro estava a ser lavado para me comprometer”, afirmou.

Por sua vez, os dois agentes de serviço admitiram ter participado no carregamento dos medicamentos, mas alegam que agiram sob orientação do motorista, sem conhecimento do destino final dos produtos.

Entretanto, a Polícia da República de Moçambique (PRM), sustenta que as investigações apontam para a existência de uma rede organizada de desvio de medicamentos no Hospital Central de Nampula. De acordo com o chefe das Relações Públicas do Comando Provincial da PRM em Nampula, Dércio Samuel, esta não teria sido a primeira ocorrência envolvendo os suspeitos.

“As investigações indicam que os envolvidos actuavam de forma recorrente no desvio de medicamentos daquela unidade sanitária. O trabalho policial continua e outros elementos poderão ser apresentados nos próximos dias”, afirmou.

Segundo a polícia, durante as diligências foram igualmente recuperados 6.800 meticais, valor que alegadamente resulta da comercialização ilícita dos medicamentos desviados.

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