A II Conferência Internacional sobre Nutrição e Agronegócios (CINA II–2026), realizada nesta quarta-feira, 24 de junho, sob o lema “Dos Compromissos ao Impacto: Acelerando a Transformação dos Sistemas Alimentares de Nampula”, encerrou com cinco compromissos estratégicos assumidos pelo Governo da Província de Nampula para acelerar o combate à desnutrição crónica e promover sistemas alimentares mais resilientes.
Trata-se de Financiar estudos científicos sobre a desnutrição crónica, em parceria com universidades públicas e privadas da província, Expandir os pomares e hortas escolares para todos os distritos e escolas de Nampula, Desenvolver mecanismos de sensibilização adaptados às realidades socioculturais das comunidades rurais, Planificar de forma integrada as acções de combate à desnutrição, envolvendo Governo, sector privado, sociedade civil, universidades, parceiros de cooperação e líderes comunitários e implementar programas realistas e ajustados à capacidade financeira da província, privilegiando resultados concretos no terreno.
Estas medidas foram anunciadas pelo Governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula que enfatizou a necessidade de transformar debates em acções concretas.
“Chega de relatórios na gaveta, queremos silos cheios, campos verdes e crianças com peso saudável”, declarou.
Mais adiante, Eduardo Mariamo Abdula lamentou que, apesar de Nampula ser considerada o celeiro de Moçambique, a província continua a apresentar níveis de desnutrição crónica acima da média nacional.
“Não basta dizer que somos os maiores produtores do país, enquanto persistirem elevados índices de desnutrição crónica. Temos um desafio que exige ação imediata; precisamos transformar compromissos em resultados concretos e passar das palavras aos factos”, reconheceu.
Por isso, defendeu igualmente uma abordagem baseada na ciência, investigação e inovação, apelando ao fortalecimento da cooperação entre o Governo, as universidades e os centros de pesquisa. Segundo Abdula, o combate à desnutrição crónica exige maior conhecimento sobre as suas causas, os hábitos alimentares, os fatores culturais e as dinâmicas sociais das comunidades.
Quanto aos parceiros, o governador foi claro, lembrando que trabalhem para resultados no lugar de seminários e workshops que ainda não resolveram o problema de desnutrição crónica que actualmente permanece em quase 47%.
A CINA foi igualmente caracterizada por debates unindo especialistas nacionais e internacionais, parceiros, governantes e outros em prol de erradicação da desnutrição na província de Nampula.
