O Dia Internacional dos Lagos, celebrado esta quarta-feira, 27 de agosto, foi instituído pela Assembleia Geral da ONU em dezembro de 2024, com o objetivo de destacar a importância destes ecossistemas como fonte de água potável, habitat de inúmeras espécies e reguladores do clima.
A ONU alerta para a utilização excessiva, poluição e alterações climáticas que ameaçam os lagos em todo o mundo, prevendo-se que até 2050 o valor dos ecossistemas possa cair 20% e a poluição mais que duplicar.
Na Guiné-Bissau, a Lagoa de Cufada, no Sul do país, é a maior reserva de água doce, com uma superfície de 890 km² e composta por três lagoas. Criado em 2000, o Parque Natural das Lagoas de Cufada é classificado como Zona Úmida de Importância Mundial e alberga hipopótamos, crocodilos, antílopes, aves autóctones e migradoras, além de mais de 3.500 habitantes que vivem no interior do parque. Estes lagos contribuem não só para a biodiversidade, mas também para a pesca, turismo e outras atividades económicas.
Segundo a ONU, os lagos contêm cerca de 90% da água superficial disponível no planeta, desempenhando um papel crucial na manutenção da biodiversidade e na absorção das águas das cheias, além de ajudarem a armazenar carbono e a regular o clima.
No entanto, a poluição por fertilizantes, resíduos sólidos e contaminantes, bem como o aquecimento global, aumentam a evaporação da água e alteram os níveis dos lagos, como aconteceu com o Lago Chade, que perdeu 90% da sua superfície nos últimos 50 anos.
A ONU lançou uma nova plataforma para monitorizar a saúde de lagos, rios e zonas húmidas em todo o mundo, identificando pontos críticos de poluição, impactos da seca e sinais de recuperação. A organização reforça a necessidade de uma ação coordenada para proteger estes ecossistemas e garantir uma vida sustentável, evitando perdas ambientais e económicas graves para as comunidades que deles dependem.
