O Banco de Portugal prevê agora um crescimento económico de 1,8% em 2026, cinco décimas abaixo da projeção de dezembro, afetado pelo conflito no Irão e por tempestades recentes. Para 2027 e 2028, estima aumentos de 1,6% e 1,8%, respetivamente.
A autoridade estatística aponta que o abrandamento do PIB este ano resulta do aumento do preço da energia e das condições financeiras mais apertadas, mas sublinha que o cenário não é pior devido à solidez do mercado de trabalho, ao PRR e a uma política orçamental expansionista. A procura interna continuará a ser o principal motor de crescimento, mantendo Portugal acima da média da zona euro.
A inflação deve subir para 2,8% em 2026, acima das expectativas de dezembro (2,1%), refletindo pressões externas, mas deverá cair para 2% em 2028. O Banco de Portugal alerta que prolongamento do conflito no Médio Oriente ou maior impacto nas cadeias de abastecimento poderia agravar os riscos sobre preços e atividade.
Internamente, os riscos centram-se na execução do PRR, enquanto investimentos em infraestruturas e defesa e o recém-anunciado PTRR podem impulsionar a economia. O supervisor recomenda manter a redução do endividamento e investir em qualificação e tecnologia.
