e-Global

Eleições 2025 – Entrevista a José Fernandes, Candidato pelo Chega: “Nós temos de ser representados por deputados que sejam emigrantes”

José Dias Fernandes tem 65 anos de idade, é natural de Geraz do Lima, em Viana do Castelo. É empresário e atua como deputado à Assembleia da República portuguesa pela emigração pelo círculo da Europa. Volta agora a candidatar-se, como cabeça de lista, pelo Chega, pelo círculo europeu.

Em entrevista à nossa reportagem, este candidato revela o que planea fazer caso seja eleito.

Que políticas são necessárias para a comunidade portuguesa emigrada?

Dar voz aos emigrantes no Parlamento que nunca tiveram, pois sempre foram representados por quem não era emigrante e sempre enganaram os emigrantes. Nós temos de ser representados por deputados que sejam emigrantes e não por crocodilos que vem de Lisboa e nada conhecem dos nossos problemas, e os emigrantes agora sabem que só deputados como eu que sou emigrante lhes pode dar voz no Parlamento.

Eles já viram a diferença em um ano, nunca tiveram voz e eu, como emigrante, levei a voz dos emigrantes à Assembleia, pois foi por isso e para isso que eles votaram em mim, o que nunca tinha acontecido, pois quem nos representou até a 2024 foram deputados que só lhes interessava o fim do mês e encher a barriga de associação em associação a cortar presunto, nunca fizeram nada pelos emigrantes.

Que linhas pretende seguir em relação às comunidades portuguesas caso seja eleito? E quais são os seus objetivos centrais

As políticas necessárias para os emigrantes são a de dar o direito democrático que lhes confiscaram desde o 25 de Abril, que são direito ao voto, direito ao recenseamento sem descriminação, possibilidade e oportunidade de votar, direito ao ensino da nossa língua e história para os nossos filhos a quem tratam de luso descendentes, justiça fiscal e igualdade para todos sermos iguais como os residentes e não pagarmos mais impostos do que estes últimos.

Os meus objetivos são aqueles que desde que fui eleito comecei a trabalhar e a levar à mesa da Comissão e comunidades: direito ao voto para todos, fui o primeiro a propor o voto eletrônico para as comunidades, o direito ao ensino da língua portuguesa e da sua história, o direito de podermos ter um veículo automóvel com matrícula do país onde residimos mais de seis meses em Portugal, acabar com a dupla tributação dos emigrantes, sobretudo dos emigrantes da Suíça. De fazer uma investigação de fundo às autoridades suíças no caso das crianças retiradas aos pais portugueses abusivamente, antes do governo cair, estava a trabalhar num projeto que era abrir uma rota marítima entre o Reino unido e Portugal para que os emigrantes residentes neste país possam vir de barco e voltar ao Reino Unido sem ter de atravessar a França e a Espanha, evitando assim dezenas de acidentes muitos deles mortais.

Por fim, que mensagem deixa para os eleitores?

Por isso, o verdadeiro partido do emigrante é o CHEGA. Foi o CHEGA o único partido em 52 anos que deu a oportunidade de um emigrante vir a ser deputado e dar voz aos emigrantes no Parlamento, por isso, digo que é um dever, é uma necessidade votar CHEGA pelos emigrantes e por Portugal.

A entrevista completa pode ser lida em: www.gazetalusofona.com

Exit mobile version