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Guerra no Médio Oriente afeta exportações portuguesas

A escalada do conflito no Médio Oriente está a causar atrasos e bloqueios nas exportações portuguesas, afetando encomendas já preparadas e aumentando os receios com os custos energéticos. Algumas empresas têm centenas de milhares de euros em mercadorias prontas para envio, mas enfrentam dificuldades logísticas.

A Silampos, fabricante de utensílios de cozinha em Oliveira de Azeméis, tem cerca de 500 mil euros em encomendas para países como Dubai, Arábia Saudita, Omã, Iraque e Qatar. O presidente da empresa, Aníbal Campos, explica que as encomendas não foram canceladas, apenas suspensas devido a problemas nos portos de destino e atrasos no transporte marítimo.

Também a Herdmar, produtora de talheres em Guimarães, sente o impacto. Cerca de 200 mil euros em encomendas para o Médio Oriente podem sofrer bloqueios ou atrasos. A CEO Clara Marques alerta que a situação pode afetar toda a cadeia de valor e comprometer planos de expansão na região, que representaria até 30% do volume de negócios futuro.

Além das questões logísticas, o aumento do preço da energia é uma preocupação crescente. O custo de eletricidade e combustíveis eleva o preço de produção e transporte, afetando toda a operação.

Apesar da apreensão, as empresas estão habituadas a operar em cenários de incerteza, mas reconhecem que a multiplicação de conflitos internacionais dificulta encontrar mercados estáveis.

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