Jornalista do Público, antigo presidente da JNICT e a atual presidente da Casa da Música são as três personalidades que, este ano, vão receber a mais alta distinção da universidade. “O Iscte quer distinguir personalidades a quem o país deve muito na ciência, na inovação, na sustentabilidade industrial e na construção de uma opinião pública informada e democrática”, afirma Maria de Lurdes Rodrigues, reitora do Iscte.
O Iscte distingue este ano com doutoramentos “honoris causa” um cientista da engenharia de telecomunicações, Carlos Salema, uma gestora da indústria têxtil e automóvel, Isabel Furtado, e uma jornalista da política nacional e internacional, Teresa de Sousa. Os títulos serão atribuídos no Grande Auditório da universidade, em Lisboa, no dia 15 de dezembro, segunda-feira, a partir das 15:00 (ver notas biográficas em anexo).
“No seu 53º aniversário, o Iscte quer distinguir personalidades a quem o país deve muito na ciência, na inovação, na sustentabilidade industrial e na construção de uma opinião pública informada e democrática”, afirma a reitora do Iscte, Maria de Lurdes Rodrigues. “Carlos Salema, Isabel Furtado e Teresa de Sousa são também referências em áreas do conhecimento nas quais o Iscte tem oferta formativa e de investigação, como as tecnologias de informação, a gestão e o jornalismo e as ciências da comunicação”.
Sobre Carlos Salema, a reitora do Iscte sublinha o seu percurso de investigador, de professor, de fundador do Instituto das Telecomunicações (IT), de presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica – JNICT (antecessora da Fundação para a Ciência e Tecnologia – FCT) e, também, de presidente da Academia de Ciências de Lisboa. “Carlos Salema é uma fonte de inspiração para o o Iscte no desenvolvimento da área das tecnologias, nomeadamente no grande projeto internacional de teste da nova geração de fibra ótica multinúcleo”, afirma Maria de Lurdes Rodrigues.
“A atribuição do título ‘honoris causa’ a Teresa de Sousa significa a homenagem do Iscte à imprensa séria, rigorosa, cosmopolita e europeísta, que pauta a sua missão pelos valores do humanismo”, afirma a reitora. “Num momento em que no mundo, e em Portugal, se discute como apoiar a comunicação social independente, livre e democrática, é importante chamar a atenção aos nossos alunos, e a todos os cidadãos, para o valor de profissionais como Teresa de Sousa e de jornais como o Público, onde escreve, ou do Expresso, onde antes trabalhou”.
A atribuição do doutoramento “honoris causa” a Isabel Furtado sublinha, por seu lado, a ligação do Iscte às empresas e às formas de gestão comprometidas com as questões sociais e ambientais, que promovem práticas sustentáveis e que estimulam a inovação industrial. “Isabel Furtado é uma das figuras mais relevantes das indústrias têxtil e automóvel em Portugal, tendo-se distinguido por uma presidência inspiradora à frente da COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação e, atualmente, como presidente do Conselho de Administração da Casa da Música”, afirma Maria de Lurdes Rodrigues.
Na sessão solene de 15 de dezembro, a imposição das insígnias será antecedida pelo elogio dos laureados. Helena Carreiras, vice-reitora do Iscte e ex-ministra da Defesa, fará o elogio da carreira jornalística de Teresa de Sousa. Será António Gomes da Mota, professor catedrático em gestão no Iscte e atualmente presidente do Conselho de Administração da EDP – Renováveis, a detalhar o percurso empresarial, social e cultural de Isabel Furtado. E Luís Ducla Soares, professor catedrático de ciências e tecnologias de informação, encarregar-se-á de passar em revista a carreira notável de Carlos Salema.
O Iscte tem sido palco de atribuição do grau de Doutor Honoris Causa desde 1999, destacando personalidades de relevo na sociedade, com contributos de mérito excecional reconhecido em diversas áreas. Distinguiu figuras como José Veiga Simão, Fernando Henrique Cardoso (Brasil), José Pacheco Pereira, António Correia de Campos, Nuno Portas, Manuela Veloso e Pedro Pires (Cabo Verde).
