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Migrantes marroquinos que desembarcam no Algarve vão ser repatriados

Trinta e oito migrantes marroquinos, incluindo sete menores e um bebé de 12 meses, chegaram na sexta-feira à Praia da Boca do Rio, em Vila do Bispo, após uma travessia marítima que terá durado cinco dias. Muitos apresentavam sinais de desidratação e hipotermia, e pelo menos 11 foram hospitalizados. Segundo as autoridades, há relatos de que quatro pessoas terão morrido durante a viagem.

A operação de resposta envolveu GNR, INEM, Proteção Civil, Bombeiros, Polícia Marítima, Marinha, AIMA e PSP, com o apoio da Câmara Municipal, que disponibilizou um pavilhão desportivo para acolhimento temporário. O Tribunal de Silves já determinou a saída voluntária ou coerciva de 31 migrantes, estando os restantes ainda por ouvir, incluindo os hospitalizados.

Duas famílias, num total de seis pessoas, foram transferidas para centros de instalação temporária no Porto, devido à presença de menores. Nos próximos dias, os restantes migrantes serão encaminhados para estruturas semelhantes em Lisboa, Porto e Faro. Há ainda suspeitas de casos de sarna entre o grupo, levando alguns a receber tratamento hospitalar para evitar contágios.

O governo sublinha que estes centros são de acolhimento temporário, funcionando até à conclusão dos processos de retorno. A chegada destes migrantes volta a expor os riscos das travessias marítimas e os desafios que Portugal enfrenta na gestão de fluxos migratórios irregulares, tanto no plano humanitário como no legal.

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