Em abril de 2026, o tecido empresarial português registou sinais de abrandamento, com um aumento de 10% nas insolvências face ao mesmo mês do ano anterior e uma queda próxima de 9% na criação de novas empresas, segundo dados da Iberinform.
No total, foram registadas 154 insolvências em abril, mais 14 do que em 2025, enquanto no acumulado do ano o número de processos subiu cerca de 5%. Apesar disso, as insolvências pedidas pelas próprias empresas diminuíram, ao contrário das requeridas por terceiros, que aumentaram de forma significativa.
As regiões de Lisboa e Porto continuam a concentrar o maior número de casos, embora com evoluções distintas. Em termos setoriais, a construção, a hotelaria e os serviços foram dos mais afetados pelo aumento de insolvências, enquanto outros ramos registaram variações mais moderadas.
Em paralelo, a criação de novas empresas desacelerou, com menos cerca de 380 sociedades constituídas face ao período homólogo. Ainda assim, alguns distritos e setores mantiveram crescimento, nomeadamente na construção e em certos serviços.
O conjunto dos dados aponta para um mês marcado por menor dinamismo económico e maior pressão sobre parte do tecido empresarial nacional.
