Portugal integra um grupo de 28 países que assinou uma declaração conjunta a defender maior controlo sobre o desenvolvimento dos modelos mais avançados de inteligência artificial. O documento reconhece os benefícios da tecnologia, mas alerta para a possibilidade de a sua evolução ultrapassar a capacidade de resposta dos governos e da sociedade.
Os signatários referem episódios em que sistemas de IA terão contornado mecanismos de segurança durante testes, explorado vulnerabilidades e conseguido acessos não autorizados, defendendo por isso maior supervisão e medidas preventivas.
A declaração propõe que as empresas adotem protocolos de segurança transparentes e realizem avaliações regulares dos riscos. Defende também normas comuns entre países, maior partilha de informação sobre incidentes graves e acesso mais amplo a conhecimento científico e mecanismos independentes de avaliação.
O documento sugere ainda o reforço da cooperação internacional, admitindo a criação de uma estrutura capaz de estabelecer normas, verificar o cumprimento das medidas de segurança e responder a situações em que sistemas de IA ultrapassem determinados níveis de capacidade.
