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Portugal: Denúncias de burlas com crédito fácil e criptomoedas aumentam de forma acentuada

As denúncias por atividade financeira não autorizada aumentaram 83% nos últimos cinco anos, segundo dados do Banco de Portugal, com os esquemas de crédito fácil e falsas oportunidades em criptomoedas a concentrarem a maioria dos casos.

Entre 2021 e 2025, o supervisor bancário instaurou 1.710 processos de averiguação, o que corresponde a uma média de 6,5 processos por semana, valor que sobe para nove por semana apenas em 2025. Só no último ano foram abertos 479 processos, mais 45,1% do que em 2024, confirmando uma tendência de crescimento contínuo.

Com o avanço da tecnologia, as burlas tornaram-se mais sofisticadas, recorrendo a mensagens credíveis, identidades falsas e plataformas que imitam serviços legítimos. Sempre que há indícios de crime, os casos são comunicados à Procuradoria-Geral da República. No período analisado, foram feitas 157 comunicações, envolvendo 332 ilícitos criminais.

Os esquemas mais frequentes prometem crédito rápido, sem burocracias ou com aprovação garantida, exigindo pagamentos antecipados que acabam por resultar em prejuízos. Estas burlas proliferam sobretudo nas redes sociais e afetam, em especial, pessoas em situação económica mais vulnerável.

Perante este cenário, o Banco de Portugal e a DECO alertam para a importância de confirmar se as entidades estão legalmente autorizadas e para os riscos associados a plataformas falsas de investimento e criptoativos, que prometem ganhos elevados e garantidos sem qualquer enquadramento legal.

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