A Assembleia Geral das Nações Unidas elege esta quarta-feira cinco novos membros não permanentes do Conselho de Segurança para o mandato de 2027-2028, numa votação secreta que envolve sete candidatos para cinco vagas disponíveis.
Portugal é o único país lusófono na corrida e disputa uma das duas vagas atribuídas ao Grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, juntamente com a Alemanha e a Áustria. Os dois candidatos mais votados assegurarão presença no principal órgão responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais.
A eleição decorre entre os 193 Estados-membros das Nações Unidas com direito de voto. Para serem eleitos, os candidatos necessitam de obter uma maioria qualificada de dois terços dos votos expressos.
Caso seja eleito, Portugal regressará ao Conselho de Segurança para o seu quarto mandato não permanente. A última participação portuguesa terminou em 2012. A Alemanha procura o seu sétimo mandato, enquanto a Áustria ambiciona regressar ao órgão pela quarta vez, depois de ter concluído o seu último mandato em 2010.
Além da disputa europeia, o Grupo Ásia-Pacífico apresenta outra eleição competitiva, com as Filipinas e o Quirguistão a concorrerem a uma única vaga. Já Trindade e Tobago e Zimbabué apresentam-se sem concorrência para os lugares destinados, respetivamente, à América Latina e Caraíbas e ao grupo africano.
Os países eleitos iniciarão funções em 1 de janeiro de 2027, substituindo os membros cessantes. No caso europeu, os novos representantes ocuparão os lugares atualmente detidos pela Dinamarca e pela Grécia.
O Conselho de Segurança é composto por 15 membros: cinco permanentes com direito de veto — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — e dez membros não permanentes eleitos por períodos de dois anos.
