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Portugal: Inflação abranda para 3% em julho

Transportes, restaurantes e alojamento e produtos alimentares foram os que mais contribuíram para o desaceleramento

A taxa de inflação recuou para 3% em julho, menos 0,2 pontos percentuais face ao mês anterior, confirmou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A variação homóloga dos produtos energéticos diminuiu de 9,1% para 8,7%, enquanto a dos produtos alimentares não transformados passou de 5,1% para 3,7%. O indicador de inflação subjacente aumentou 0,1 ponto percentual.

De acordo com o INE, os transportes, os restaurantes e serviços de alojamento e os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas foram as classes com maiores contribuições positivas para a inflação. Em sentido contrário, a informação e comunicação, bem como o vestuário e calçado, contribuíram negativamente.

Em termos mensais, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) apresentou uma variação de -0,5% em julho, depois de 0,1% em junho, influenciada, entre outros fatores, pela descida dos preços do vestuário e calçado, associada ao habitual período de saldos de fim de época.

A variação média dos últimos 12 meses manteve-se em 2,6%, valor idêntico ao registado em junho. Excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa foi de 2,1%.

Já o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), utilizado para efeitos de comparação entre os países da União Europeia, registou uma variação homóloga de 3,1% em julho, a mesma taxa do mês anterior. Este valor ficou 0,2 pontos percentuais acima da estimativa para a área do Euro.

Excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC português foi de 2,7%, acima dos 2,2% estimados para a área do Euro.

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