No passado Domingo, Portugal anunciou que irá reconhecer um Estado Palestiniano, juntando-se a uma lista de 152 nações que já reconhecem o direito dos Palestinianos a ter um Estado. Esta iniciativa terá desenvolvimentos consideráveis no curso da Assembleia Geral da ONU a decorrer em Nova Iorque, onde se espera que mais países reconheçam um Estado Palestiniano, entre os quais a França, Bélgica, Malta, São Marino, Andorra e Luxemburgo. Ficará mais claro durante esta Assembleia Geral se a Finlândia e a Nova Zelândia irão também reconhecer o Estado Palestiniano.
A França, que tem liderado a iniciativa do reconhecimento oficial de um Estado Palestiniano juntamente com a Arábia Saudita, está a contar com a adesão do Japão, a Coreia do Sul e Singapura. A Alemanha poderá também juntar-se a este movimento global, especialmente se Israel insistir em anexar a Cisjordânia, que oficialmente é reconhecido como parte do Estado Palestiniano.
Apesar do número crescente de países em apoiar o reconhecimento de uma nação para o povo Palestiniano estar a gerar uma vaga positiva na diplomacia international, esta medida terá um efeito mais simbólico do que prático (pelo menos inicialmente). Para já, não se prevê a abertura das embaixadas da Grã-Bretanha, Canadá ou Austrália em Ramallah, e a inclusão deste novo Estado Palestiniano na ONU irá depender da obtenção de 9 votos positivos dentro do Conselho de Segurança e ausência de veto por parte de membros permanentes. Dada a opinião negativa de Donald Trump relativamente ao reconhecimento de um Estado Palestiniano e o seu apoio incondicional a Israel, os EUA provavelmente irão escolher o veto dentro do Conselho de Segurança para impossibilitar a inclusão do novo Estado da Palestina na ONU.
Entretanto, o executivo de Benjamin Netanyahu mostrou-se extremamente desagradado com este processo e ameaçou a França e outros países que irão reconhecer um Estado Palestiniano com medidas diplomáticas severas, incluindo o encerramento do consulado Francês em Jerusalém. Por seu lado, Emmanuel Macron reagiu às ameaças de Netanyahu, contemplando a expulsão de diplomatas Israelitas de território Francês.
Para já, não há detalhes de como as ameaças Israelitas poderão formalizar-se, já que Netanyahu afirmou que as ações contra os países que reconheçam um Estado Palestiniano (entre os quais, Portugal) só serão anunciadas após a sua reunião com Trump no dia 29 de Setembro, em Washington.
João Sousa, a partir do Líbano para a e-Global
