Portugal enfrenta uma aceleração do envelhecimento populacional e uma quebra persistente da natalidade, um cenário que poderá deixar cerca de metade dos idosos sem cuidadores diretos até 2070.
As projeções indicam que a taxa de fecundidade se mantém em níveis baixos, com cerca de 1,6 filhos por mulher, e que uma parte significativa das famílias terá apenas um filho, o que reduz o potencial de apoio familiar no futuro.
Segundo dados apresentados por especialistas da Pordata, esta transformação demográfica está a ocorrer de forma rápida e poderá ter impacto profundo na estrutura social, aumentando o risco de isolamento entre a população mais idosa.
Atualmente, o apoio familiar continua a ser o principal suporte dos idosos em Portugal, mas as estimativas apontam para uma redução acentuada desse modelo nas próximas décadas, com cerca de 20% dos idosos a poderem não ter familiares diretos disponíveis.
Os especialistas alertam ainda para o impacto na sustentabilidade da segurança social e defendem a necessidade de políticas públicas mais robustas, capazes de responder ao aumento da população dependente e à redução da população ativa.
