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Portugal pode sofrer impacto económico devido à crise energética e ao turismo

Portugal poderá ser um dos países europeus mais afetados por eventuais perturbações no abastecimento de combustível para a aviação durante o verão, alerta um relatório da KPMG. A instabilidade no Estreito de Ormuz poderá provocar aumentos nos custos energéticos, reduzir voos e afetar o setor turístico, um dos principais motores da economia nacional.

Apesar da previsão de crescimento económico de 2% em 2026, acima da média da Zona Euro, a forte dependência do turismo torna Portugal particularmente vulnerável a choques externos que afetem a mobilidade internacional e a confiança dos consumidores.

Segundo a análise, uma redução da oferta de voos ou uma diminuição das viagens internacionais poderá traduzir-se em menos receitas provenientes do turismo, afetando o consumo, o emprego e as exportações de serviços.

A KPMG destaca ainda que a atual crise energética tem um alcance global e poderá influenciar os preços de matérias-primas essenciais, como petróleo, gás natural liquefeito, alumínio e fertilizantes, com impactos em vários setores económicos.

Embora um eventual acordo entre os Estados Unidos e o Irão possa ajudar a reduzir alguns riscos, os especialistas alertam que a evolução da situação dependerá da estabilidade geopolítica na região e da implementação efetiva das medidas anunciadas.

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