A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) constituiu uma Missão de Observação Eleitoral (MOE) para acompanhar as eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, marcadas para 19 de julho de 2026. A missão foi criada a pedido das autoridades são-tomenses, em conformidade com os estatutos da organização e com a solicitação formal apresentada pela Missão Permanente de São Tomé e Príncipe junto da CPLP.
A MOE é liderada pelo embaixador João Bernardo de Miranda, antigo ministro das Relações Exteriores de Angola, e integra 15 observadores, entre deputados indicados pela Assembleia Parlamentar da CPLP, diplomatas, técnicos dos Estados-Membros e representantes do Secretariado Executivo da organização. Entre os membros da missão encontram-se sete mulheres, refletindo a preocupação da CPLP com uma maior participação feminina nos processos eleitorais.
Os observadores chegaram a São Tomé na quarta-feira, 15 de julho, onde permanecerão até 22 de julho, com o objetivo de acompanhar os últimos dias da campanha eleitoral, o processo de votação, a contagem dos votos e o apuramento parcial dos resultados. A missão estará distribuída pelos diferentes distritos da ilha de São Tomé, incluindo Água Grande, Mé-Zóchi, Lembá, Lobata, Caué e Cantagalo, realizando o reconhecimento das áreas onde irão acompanhar as assembleias de voto.
A CPLP vai ainda articular a sua atuação com outras organizações internacionais presentes no país, como a União Europeia, a União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), o G7+ e a Rede de Órgãos Jurisdicionais Eleitorais dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP). No final da missão, será apresentada uma Declaração Preliminar sobre as principais observações do processo eleitoral.
Cinco candidatos foram admitidos pelo Tribunal Constitucional são-tomense para disputar a Presidência da República: Carlos Vila Nova, Nito D’Abreu, Jorge Bom Jesus, Miques João Bonfim e Eugénio Trindade Tiny. A CPLP destacou o compromisso das autoridades, dos candidatos e da Comissão Eleitoral Nacional com a realização de eleições pacíficas e transparentes, reforçando o papel da democracia no espaço lusófono.
A organização tem um histórico de acompanhamento eleitoral desde 1999, tendo participado em vários processos eleitorais nos Estados-Membros, incluindo Angola, Guiné Equatorial, Timor-Leste, Guiné-Bissau, Moçambique e Cabo Verde.
