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STP: Milhares de professores saem à rua exigindo melhores condições

Milhares de professores e educadores são-tomenses saíram, na passada terça-feira, às ruas da capital de São Tomé exigindo melhores salários após 26 dias de greve que tem paralisado as escolas e creches do país.

A manifestação pacífica dos professores partiu da Praça da Cultura, nos arredores do Arquivo Histórico no centro da cidade de São Tomé, passando por algumas artérias da cidade até à Praça Yon Gato, em frente ao Palácio do Governo, liderado por Patrice Trovoada.

Os manifestantes vestiram-se de preto, empunhando cartazes com palavras de ordem como “Sem educação não há nação”, “Classe docente exige respeito”, “Chega de humilhação”, “Trabalho digno”, “Salário digno”, “Chega de exploração”, entre outros dizeres.

“Os professores continuam indignados com o que o governo quer oferecer” – disse Vera Lombá, porta-voz da intersindical, ao longo desta manifestação, durante a qual os professores gritavam, “mata vaca e tira o leite/ mata a vaca partilha a carne”.

“Estamos contentes. Pelo menos conseguimos que os professores saíssem às ruas e demonstrassem a sua indignação”, referiu Vera Lomba, porta-voz da intersindical que reúne os quatro sindicatos de professores são-tomenses.

A greve geral dos professores teve início a 01 de março e paralisou todas as escolas do arquipélago, do ensino pré-escolar ao secundário com professores de um lado a exigirem um aumento salarial de base para 10 mil dobras e do outro lado, o governo com a proposta de aumento dos subsídios.

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