O Governo de Timor-Leste assinalou, no passado dia 3 de maio, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa com uma marcha comemorativa e a realização da “Feira da Liberdade”, dedicada ao tema “O Impacto da Inteligência Artificial na Liberdade de Imprensa”.
A iniciativa, organizada pela Secretaria de Estado da Comunicação Social (SECOMS) em parceria com o Conselho de Imprensa, contou com a participação de representantes governamentais, profissionais da comunicação social e membros da sociedade civil.
O evento decorreu entre a rotunda Francisco Xavier do Amaral e o jardim do Largo de Lecidere, simbolizando o compromisso nacional com a liberdade de expressão e de imprensa.
Durante a cerimónia, o Vice-Primeiro-Ministro, Francisco Kalbuadi Lay, destacou o papel dos jornalistas como mediadores do desenvolvimento nacional, por levarem Timor-Leste ao mundo e trazerem o mundo ao país.
Por seu lado, o Secretário de Estado da Comunicação Social, Expedito Loro Dias Ximenes, reforçou o empenho do Governo em garantir a liberdade de expressão e apelou a uma prática jornalística responsável.
O Presidente do Conselho de Imprensa, Otelio Ote, bem como dirigentes dos principais órgãos de comunicação social, membros da Associação de Jornalistas e representantes das F-FDTL também marcaram presença.
As comemorações coincidiram com a publicação do Índice Mundial de Liberdade de Imprensa 2025, da organização Repórteres Sem Fronteiras, onde Timor-Leste ocupa a 39.ª posição entre 180 países — apesar de ter descido face a 2024, mantém-se como o país melhor classificado do Sudeste Asiático.
Na comparação regional, supera claramente países como Tailândia, Malásia, Filipinas e Indonésia.
Na Ásia, apenas Taiwan (24.º) e Arménia (34.º) aparecem melhor posicionados.
No contexto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Timor-Leste ocupa o terceiro lugar, atrás de Portugal (8.º) e Cabo Verde (30.º), mas à frente de Brasil, Angola e Moçambique, reforçando a sua imagem de democracia jovem e empenhada na valorização do papel da imprensa na cidadania e na governação democrática.
