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Timor-Leste: Primeiro-ministro diz que nenhuma cultura justifica violência contra mulheres

O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, declarou que nenhuma tradição ou cultura justifica a violência contra as mulheres. Neste âmbito, defendeu a necessidade de haver igualdade e acesso às oportunidades para todos os cidadãos.

“A violência doméstica e a violência baseada no género continuam a ameaçar a segurança e a dignidade das mulheres e das raparigas”, afirmou nesta sexta-feira, 06 de novembro.

“Por isso, se a luta pela independência foi a luta para governarmos o nosso próprio destino, a luta pela igualdade é a luta para que todos os cidadãos tenham acesso às mesmas oportunidades e à mesma dignidade”, acrescentou.

O governante partilhou as suas opiniões no Centro de Convenções de Díli, durante a celebração do 50.º Dia Nacional da Mulher de Timor-Leste, que se comemora a 03 de novembro e assinala a morte em combate de Maria Tapó.

“Quero igualmente sublinhar que não existe qualquer tradição, cultura ou autoridade familiar que possa justificar a violência contra as mulheres. Os homens devem ser parceiros ativos nesta mudança, começando na família, na escola, na igreja e na comunidade. Devemos construir uma sociedade assente no respeito mútuo, na igualdade e na responsabilidade partilhada”, concluiu.

Segundo os dados da Comissão para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres, da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de metade das mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos em Timor-Leste sofreram violência física ou sexual de um parceiro do sexo masculino.

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