Timor-Leste registou uma diminuição significativa da pobreza ao longo de dez anos, passando de 48,4% da população em 2014 para 37% em 2024. Os resultados constam de um estudo do Instituto Nacional de Estatística e do Ministério das Finanças, divulgado esta semana.
Apesar dos progressos, cerca de 523 mil timorenses continuam sem recursos suficientes para satisfazer as necessidades básicas. A situação é particularmente preocupante nas comunidades rurais, onde vivem aproximadamente 449 mil das pessoas identificadas como pobres.
O levantamento revela também um agravamento das diferenças económicas entre a população. O índice de Gini, que mede a desigualdade, subiu de 0,31 para 0,36 durante a última década, indicando uma distribuição menos equilibrada dos recursos.
Segundo o estudo, o limiar nacional de pobreza corresponde a 2,31 dólares diários por pessoa. Em média, quem vive abaixo desse valor apresenta um défice de consumo de 10,2%. Os dados mostram que a redução da pobreza não foi acompanhada por uma melhoria equivalente na igualdade económica.
