O volume de processos criminais em investigação nas esquadras da África do Sul supera amplamente o número de agentes disponíveis para conduzir esses trabalhos, segundo dados apresentados pelo Ministério da Polícia na sessão do Parlamento.
De acordo com informações divulgadas pelo Newsday, o Serviço de Polícia Sul-Africano (SAPS) contava, em 31 de julho, com 20.051 agentes ligados à investigação criminal ao nível das esquadras ao mesmo tempo, havia 1.691.312 casos em investigação.
Os dados foram apresentados pelo ministro interino da Polícia, Firoz Cachalia, em resposta a uma pergunta do deputado George Michalakis quando durante sessão parlamentar procurou saber quantos investigadores estavam colocados em cada esquadra e qual era o número de processos sob responsabilidade de cada agente.
O ministro explicou que uma parte significativa desse efectivo 15.962 investigadores é responsável pelo acompanhamento dos chamados processos ou dossiês criminais.
A distribuição dos investigadores mostra diferenças importantes entre as províncias. A de Gauteng lidera, com 5.247 investigadores, seguida por KwaZulu-Natal, com 3.364, e pelo Cabo Ocidental, com 3.095. No extremo oposto está o Cabo Setentrional, que dispõe de 892 investigadores.
