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África: FMI defende “reinício do crescimento” para acelerar emprego e investimento

Um novo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) defende que a África Subsaariana precisa de redefinir o seu modelo económico para evitar mais uma década de crescimento insuficiente e dificuldades na melhoria das condições de vida. De acordo com uma análise publicada em 21 de maio, o ritmo económico atual significa que o rendimento de uma pessoa na região poderá demorar cerca de meio século a duplicar.

Os economistas do FMI argumentam que o modelo de crescimento centrado sobretudo no Estado está a perder capacidade de resposta num contexto de dívida elevada, custos de financiamento mais altos e redução da ajuda internacional. Como alternativa, defenda reformas estruturais orientadas para atrair investimento privado, aumentar a produtividade e criar empregos para uma população jovem em rápido crescimento.

Entre as áreas consideradas prioritárias estão o reforço da governação, a simplificação das regras para fazer negócios e uma maior abertura dos mercados. O relatório destaca exemplos como Benim e Ruanda, que adotaram medidas de redução da burocracia e digitalização administrativa para facilitar o investimento e a atividade empresarial.

Segundo os autores, reduzir apenas metade da distância que separa a região das economias emergentes mais avançadas nestes indicadores poderá aumentar a produção económica em cerca de 20% ao longo dos próximos cinco a dez anos. O FMI sublinha ainda que reformas bem desenhadas devem ser acompanhadas por proteção social direcionada, estabilidade macroeconómica e fortalecimento das instituições para garantir resultados duradouros.

O documento conclui que não existe uma solução única para todos os países africanos, mas alerta que o espaço para adiar decisões está a diminuir perante o agravamento das condições económicas globais e a necessidade crescente de criar empregos e oportunidades para milhões de jovens no continente.

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