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África prepara posição unificada para a COP30 no Brasil e exige justiça climática

O continente africano está a intensificar a preparação da 30.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), marcada para o final deste ano no Brasil, com reuniões estratégicas em Nairóbi, Quénia. Segundo o Dr. Richard Muyungi, presidente do Comité de Peritos e Embaixadores Africanos para as Alterações Climáticas, a prioridade é garantir que as recomendações científicas do continente sejam implementadas de forma concreta e eficaz, e não apenas ouvidas e arquivadas.

Segundo o líder africano, África deverá ter posição unida, focada na justiça climática, equidade e execução urgente dos compromissos internacionais. Uma das principais exigências é o acesso garantido a financiamento climático, com uma nova meta de, pelo menos, 1,3 biliões de dólares anuais até 2035, destinados ao apoio da transição energética, resiliência climática e implementação de planos nacionais.

Outro ponto-chave da agenda africana rumo à COP30 é a operacionalização plena e equitativa do Fundo de Perdas e Danos, para compensar os impactos climáticos já sentidos nos países mais vulneráveis. A criação de mecanismos de reabastecimento do fundo deverá considerar as perdas económicas significativas já registadas no continente. A transição justa, que vá além da energia, incluindo emprego, justiça social e desenvolvimento inclusivo, é também central nas reivindicações africanas.

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