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Conferência Económica Africana lança Rede Africana de Economistas para reforçar políticas públicas

A Conferência Económica Africana (CEA) 2026 marcou o lançamento da Rede Africana de Economistas-Chefes (ACE-Network), uma nova plataforma continental destinada a reforçar a formulação de políticas públicas baseadas em evidência e a promover respostas coordenadas para os desafios económicos que o continente enfrenta.

A iniciativa surge numa altura em que os países africanos lidam com tensões geopolíticas, fragmentação do comércio mundial, alterações climáticas, aumento da dívida e mudanças na arquitetura do financiamento internacional para o desenvolvimento.

Organizada pelo Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a conferência reuniu ministros, governadores de bancos centrais, economistas, académicos, representantes do sector privado e especialistas em desenvolvimento. O evento, realizado durante três dias na capital económica da Costa do Marfim, contou com mais de 4.000 participantes ligados virtualmente.

A nova rede funcionará como uma comunidade de especialistas por convite, reunindo economistas-chefes e conselheiros de alto nível para partilhar análises, coordenar investigação, identificar riscos emergentes e elaborar recomendações de políticas públicas para os governos africanos. Entre as suas prioridades estão o reforço da investigação e da inovação, a melhoria da coordenação entre instituições, o desenvolvimento de sistemas de alerta precoce e a promoção de uma maior autonomia intelectual africana na análise económica.

Sob o tema “Reforçar a influência geopolítica e a resiliência comercial de África num mundo multipolar”, os participantes debateram estratégias para acelerar a industrialização, desenvolver cadeias de valor regionais, mobilizar mais recursos internos e atrair investimento. As sessões abordaram igualmente temas como a inteligência artificial, a transformação digital, o financiamento do desenvolvimento, a resiliência climática, a integração regional e as reformas institucionais necessárias para fortalecer o papel de África na economia mundial.

Os participantes concluíram que o continente dispõe de vantagens estratégicas importantes, incluindo a população mais jovem do mundo, abundantes recursos de energias renováveis, minerais críticos, mercados digitais em expansão e a Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA). No entanto, defenderam que instituições mais sólidas, políticas públicas mais coordenadas e uma análise económica de maior qualidade serão determinantes para transformar esse potencial num crescimento sustentável e inclusivo.

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