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Especialistas defendem cooperação interinstitucional para reforçar resiliência a desastres em África

Especialistas em redução do risco de desastres sublinharam a importância da cooperação entre instituições e da coordenação entre governos e organizações internacionais para fortalecer a resiliência inclusiva face a catástrofes. O alerta foi feito durante a 24.ª sessão do Grupo de Trabalho Africano para a Redução do Risco de Desastres, realizada em Bujumbura, Burundi, sob organização da Comissão da União Africana e do Escritório Regional da ONU para a Redução do Risco de Desastres.

O encontro centrou-se na aceleração da implementação de compromissos continentais ligados à prevenção e gestão de riscos, no âmbito do Quadro de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 2015–2030. Os participantes destacaram os progressos alcançados em sistemas de alerta precoce, financiamento de risco e preparação para resposta, mas alertaram que os impactos de fenómenos extremos continuam a afetar significativamente o desenvolvimento socioeconómico do continente.

Autoridades do Burundi salientaram que eventos recentes como cheias, deslizamentos de terras e a subida do nível do Lago Tanganyika afetaram centenas de milhares de pessoas, reforçando a necessidade de políticas mais robustas de prevenção. O país apresentou ainda avanços na criação de uma política nacional de redução de risco de desastres e no reforço de plataformas de coordenação entre diferentes atores.

Os debates incluíram também a importância de uma abordagem inclusiva, com destaque para a integração de dados desagregados por género e a atenção às pessoas com deficiência nas estratégias de proteção civil. Foram ainda partilhadas experiências sobre financiamento interno de riscos e soluções comunitárias para reforçar a resiliência local.

Os especialistas concluíram que a resposta aos desastres exige uma abordagem integrada de toda a sociedade, combinando governos, organizações regionais, sociedade civil e parceiros internacionais, num esforço coordenado para reduzir vulnerabilidades e antecipar impactos futuros.

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