O Escritório de Direitos Humanos da ONU expressou preocupação com o desaparecimento forçado de familiares do cantor e opositor político guineense Elie Kamano.
Segundo relatos, homens armados invadiram a residência de Kamano em Conacri na madrugada de domingo, levando dois dos seus filhos, dois sobrinhos menores e um primo. Apenas a criança mais nova, de 7 anos, foi libertada. O artista, exilado e crítico da junta militar no poder desde o golpe de setembro de 2021, denunciou o sequestro em vídeo nas redes sociais.
A ONU instou as autoridades guineenses a garantir o retorno seguro dos familiares e a conduzir uma investigação rápida, imparcial e responsável, levando os culpados à justiça.
O escritório do Alto-Comissariado para os Direitos Humanos destacou que casos como este se enquadram em um padrão crescente de prisões arbitrárias, desaparecimentos forçados e intimidação de dissidentes no país desde a ascensão da junta militar.
Além da família de Kamano, outras cinco pessoas continuam desaparecidas, incluindo ativistas, um ex-secretário-geral do Ministério das Minas e um jornalista.
