Está instalado, desde a semana passada, um “braço de ferro” entre o governo do Maláui e os profissionais de saúde, na sequência de uma medida tomada pelo Presidente da República, que concedeu um prazo de 30 dias para que todos os técnicos de saúde que também exercem funções em clínicas e farmácias privadas renunciem a essas atividades e mantenham apenas o vínculo com o Estado.
Peter Mutharika advertiu ainda que os profissionais que não cumprirem a medida serão despedidos da função pública malauiana.
De acordo com a imprensa local, a decisão do Presidente Peter Mutharika foi tomada na sequência de situações que confirmaram a existência de práticas abusivas generalizadas nos hospitais públicos.
Nessas unidades, técnicos e médicos, para além de alegados abusos, aconselhavam os pacientes a não confiar no sistema público de saúde e a procurar, para um melhor atendimento, serviços em clínicas e farmácias privadas.
Entretanto, a medida do Presidente do Maláui tem sido alvo de contestação por parte dos médicos e de outros profissionais de saúde que exercem funções no sector privado.
Para reverter a decisão, os visados já estão a intentar uma ação judicial com o objectivo de contestar o decreto presidencial.
