Os cidadãos chineses Lin Yunhua e Qin Hua Zhang, condenados a 11 e 14 anos de prisão, respectivamente, em 2021 por tráfico de vida selvagem, foram perdoados pelo presidente da República, Lazarus Chakwera, no âmbito das celebrações dos 61 anos da independência nacional.
No entanto, a organização Natural Resources Justice Network, uma rede que reúne 45 entidades, manifestou-se contrária à decisão do presidente e exigiu a reversão da medida.
O presidente da rede, reverendo Macbowman Mulagha, afirmou em declaração feita em 5 de julho que o perdão concedido ao casal enfraquece os esforços de combate à corrupção e à proteção da flora e fauna do país.
Diante disso, o representante da rede solicitou ao governo do Maláui a divulgação dos relatórios do Comitê de Perdão, a fim de garantir transparência e conter possíveis excessos por parte do presidente da República.
Ainda no contexto das celebrações da independência, outros 37 cidadãos condenados por diversos crimes também foram beneficiados pelo perdão presidencial.
Citado pelo jornal “The Nation”, o secretário principal da Segurança Interna, Steven Kayuni, afirmou que a libertação dos reclusos seguiu os critérios estabelecidos nas Diretrizes para a Concessão de Perdão a Prisioneiros Condenados.
Kayuni acrescentou que os beneficiados demonstraram bom comportamento durante o cumprimento de suas penas.
O sistema prisional do país, localizado na África Austral, tem capacidade para abrigar cerca de 8 mil reclusos, mas atualmente opera com uma população carcerária de 16 mil presos, o dobro de sua capacidade.
