A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que o Quénia eliminou a tripanossomíase humana africana (THA), também conhecida como doença do sono, como um problema de saúde pública, tornando-se o décimo país africano a alcançar este marco. O país junta-se assim à lista de nações que reduziram a doença a níveis controláveis, seguindo a erradicação do verme-da-guiné em 2018.
A THA, transmitida pela picada da mosca tsé-tsé, é causada pelo parasita Trypanosoma brucei rhodesiense, presente no Quénia. Sem tratamento, a infeção progride rapidamente e pode ser fatal em poucas semanas. O país não registou casos autóctones desde 2009 e reforçou recentemente a vigilância em unidades de saúde estratégicas, equipadas com ferramentas de diagnóstico avançadas e pessoal treinado para identificar rapidamente novos casos.
O sucesso do Quénia deve-se a anos de controlo sistemático, monitorização da mosca tsé-tsé e colaboração entre autoridades de saúde humana e veterinária, instituições de investigação e comunidades afetadas.
A OMS continuará a apoiar a vigilância pós-validação, garantindo a rápida deteção de possíveis ressurgimentos e mantendo um stock de medicamentos essenciais. Até agora, 57 países africanos eliminaram pelo menos uma doença tropical negligenciada, e apenas 10, incluindo o Quénia, conseguiram reduzir a THA a um problema de saúde pública controlado.
