Comunidades indígenas no norte do Quênia estão sendo forçadas a deixar suas terras ancestrais para dar lugar a reservas naturais voltadas ao turismo e a projectos de compensação de carbono.
A informação vem de um novo um novo relatório publicado pela Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) e pela organização Advogados Sem Fronteiras (ASF).
O documento segundo a imprensa local, acusa a organização conservacionista Northern Rangelands Trust (NRT) de liderar uma série de despejos e deslocamentos forçados, com apoio de forças policiais e seguranças privados, sob o pretexto de promover a conservação ambiental na região.
Os principais afectados são os povos Borana, Samburu e Rendille, que têm tido o acesso às suas terras tradicionais severamente restringidas.
“O que se apresenta como conservação liderada pela comunidade, na prática, tem resultado em despejos violentos, intimidação e a perda de meios de subsistência para milhares de pessoas”, afirmaram os autores do relatório divulgado nesta sexta-feira em Nairobi.
No início deste ano, um tribunal queniano deu razão a moradores locais em um processo contra a empresa interessada determinando que duas das maiores reservas criadas pela entidade haviam sido estabelecidas ilegalmente.
