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Quénia: Líder religioso considerado culpado pela morte de 191 pessoas

O autoproclamado pastor queniano Paul Mackenzie foi considerado culpado pela morte de 191 pessoas, a maioria crianças, num caso ligado a jejuns extremos promovidos por sua seita religiosa na floresta de Shakahola, perto de Malindi, no Quénia.

O caso ficou conhecido como o “Massacre da Floresta de Shakahola” e chocou o país após a descoberta de centenas de corpos a partir de 2023.

Mackenzie foi indicado de incitar os seus seguidores a morrerem de fome para, segundo a acusação, “encontrarem Jesus”.

O pastor e outros 29 arguidos declararam-se inocentes das acusações de homicídio em 2024, enquanto os seus advogados contestaram as provas apresentadas pelo Ministério Público.

Segundo a acusação, o líder religioso organizou jejuns extremos no seu rancho de 325 hectares, onde existiria uma estrutura que determinava a ordem das mortes, começando pelas crianças, seguidas dos adolescentes, mulheres e, por último, homens. Relatórios de autópsias indicam que algumas vítimas morreram não apenas à fome, mas também por asfixia, compressão do pescoço e traumatismos cranianos.

A descoberta das valas comuns levou z bag assà detenção de Mackenzie em Abril de 2023, depois de organizações de defesa dos direitos humanos alertarem as autoridades.

O número de mortos ultrapassou os 400, tendo a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Quénia contabilizado 429 vítimas em 2024.

Familiares das vítimas acompanharam o processo judicial e exigiram justiça pelos seus entes queridos. Francis Wanje, de 62 anos, que perdeu oito familiares, incluindo uma filha e dois netos, manifestou em contacto com a população imprensa, a esperança de que a decisão sirva de exemplo e impeça a repetição de tragédias semelhantes.

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