A República Democrática do Congo (RDC) registou mais de mil novos casos de ébola em apenas 10 dias, elevando para 3.200 o total de infeções confirmadas e para 1.405 o número de mortes desde o início do surto, no final de abril. Com uma taxa de letalidade de 43,9%, as autoridades alertam para a rápida propagação da doença, considerada já a terceira pior epidemia de ébola da história.
O surto está concentrado sobretudo no leste do país, especialmente na província de Ituri, mas também afeta Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uele e Tshopo. As autoridades sanitárias mantêm centenas de doentes em isolamento e continuam o rastreio de contactos, apesar de admitirem que poderão existir muitos casos ainda por identificar.
A variante Bundibugyo, responsável pelo atual surto, continua sem vacina ou tratamento específico. No entanto, estão em curso ensaios clínicos de uma vacina experimental desenvolvida pela Universidade de Oxford, enquanto outras candidatas e potenciais terapias avançam para as fases de testes, numa tentativa de travar a propagação da doença.
