O Uganda anunciou ter chegado a um entendimento com os Estados Unidos para acolher migrantes deportados, desde que não tenham antecedentes criminais nem sejam menores não acompanhados. De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros ugandês, as duas partes estão ainda a definir os detalhes práticos da aplicação do acordo, embora o documento já tenha sido “concluído”.
As autoridades de Kampala sublinharam que o país dá preferência a receber cidadãos provenientes de países africanos, excluindo migrantes de outras origens.
Apesar da reputação de política relativamente aberta na receção de refugiados, o governo ugandês estabeleceu limites claros para este novo entendimento com Washington.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Henry Okello Oryem, admitiu que a integração destes migrantes será um desafio e questionou os critérios do acordo: “Estamos a falar de pessoas que não são desejadas nos próprios países. Como é que as podemos integrar nas comunidades locais do Uganda?”, declarou, sublinhando que não está em causa aceitar “estrangeiros ilegais dos Estados Unidos”, o que considerou injusto para a população ugandesa.
O acordo surge após os EUA terem deportado recentemente cinco homens com registo criminal para Essuatíni e outros oito para o Sudão do Sul.
O governo ugandês frisou que continuam em discussão questões práticas como vistos, tarifas e mecanismos de controlo, assegurando que o objetivo é garantir que qualquer acolhimento decorre dentro de parâmetros legais e respeitando os interesses nacionais.
