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Uganda pretende alcançar 85% de acesso à electricidade até 2030 com investimento de 17,7 mil milhões de dólares

O Uganda lançou o seu Compacto Nacional de Energia, um plano que pretende elevar o acesso à electricidade a 85% da população e garantir que 50% dos cidadãos tenham acesso a soluções de cozinha limpa até 2030. A iniciativa foi apresentada a 22 de outubro, em Kampala, durante a 11.ª edição do Mercado Africano de Energia, numa parceria entre o Governo ugandês e o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, no âmbito da iniciativa Missão 300.

O compacto estabelece um roteiro para acelerar a electrificação do país, reforçar as infra-estruturas energéticas e atrair investimento privado. O plano prevê mobilizar 17,7 mil milhões de dólares em investimentos, incluindo cerca de 9,4 mil milhões de dólares em capital privado adicional. A iniciativa integra a Missão 300, promovida pelo Grupo Banco Africano de Desenvolvimento e pelo Grupo Banco Mundial, que visa ligar mais 300 milhões de africanos à rede eléctrica até 2030.

Entre as metas definidas estão a instalação de uma capacidade operacional de produção de energia de aproximadamente 2.500 megawatts, a criação de 2.712 mini-redes e o aumento das exportações regionais de electricidade para entre 500 e 650 megawatts. O plano contempla ainda mais 5.800 megawatts de capacidade em projectos que deverão concluir o financiamento até 2030, para entrarem em funcionamento posteriormente. Os participantes no fórum acordaram também a classificação dos projectos prioritários, distinguindo os que deverão estar operacionais até ao final da década daqueles que deverão alcançar o fecho financeiro nesse período.

A primeira-ministra do Uganda, Robinah Nabbanja, presidiu à abertura do encontro e apelou ao envolvimento activo do sector privado na transformação energética do país. Por sua vez, a ministra da Energia e do Desenvolvimento Mineiro, Monica Masanza, destacou que o compacto estabelece prazos, responsabilidades e mecanismos de financiamento para concretizar as metas governamentais. Kevin Kariuki, vice-presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, salientou o potencial das energias renováveis do Uganda e as oportunidades de reforço do comércio regional de electricidade.

Para assegurar a execução do plano, o Governo e os parceiros acordaram a criação de uma Unidade de Execução e Monitorização do Compacto no âmbito do Ministério da Energia e do Desenvolvimento Mineiro, responsável pelo acompanhamento dos compromissos e pela prestação de contas. O documento prevê igualmente reformas políticas e regulamentares para facilitar os investimentos e acelerar os projectos prioritários. Apresentado inicialmente em Junho de 2026, no Fórum Africano da Energia, o compacto terá o seu primeiro relatório semestral de progresso em Dezembro, numa iniciativa que pretende contribuir para a concretização da Visão 2040 do Uganda.

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