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União Africana apela ao diálogo e ao respeito pelo cessar-fogo na República Democrática do Congo

O presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, manifestou preocupação com a evolução política e da segurança na República Democrática do Congo (RDC) e apelou a um diálogo nacional inclusivo, que envolva os diferentes actores políticos e sociais, respeitando as instituições do país. Num comunicado divulgado a 20 de Outubro de 2026, o responsável saudou os esforços do Presidente congolês, Félix-Antoine Tshisekedi Tshilombo, para promover esse diálogo.

A União Africana reafirmou a sua oposição às mudanças inconstitucionais de governo, incluindo a tomada do poder pela força e o derrube de instituições democraticamente estabelecidas. Com base no seu Acto Constitutivo, na Declaração de Lomé de 2000 e na Carta Africana da Democracia, das Eleições e da Governação, Mahmoud Ali Youssouf pediu às partes envolvidas que privilegiem meios pacíficos, demonstrem contenção e evitem iniciativas que agravem as tensões ou prejudiquem as perspectivas de reconciliação nacional.

O responsável reiterou igualmente o compromisso da organização com a soberania, a unidade e a integridade territorial da República Democrática do Congo. Destacou a necessidade de preservar os progressos dos processos de Doha e de Washington, cumprir os compromissos assumidos, respeitar o cessar-fogo e garantir a protecção da população civil, num contexto em que a estabilidade política e a segurança continuam a ser prioridades.

A Comissão da União Africana renovou o seu apoio aos esforços de mediação conduzidos por Faure Essozimna Gnassingbé, Presidente do Conselho da República do Togo e mediador da organização para a crise congolesa. O processo conta com o apoio do Painel de Facilitadores da Comunidade da África Oriental (EAC) e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), numa tentativa de coordenar as iniciativas regionais e internacionais em busca de uma solução duradoura.

A União Africana declarou-se disponível para continuar a apoiar os esforços diplomáticos destinados a alcançar a paz na República Democrática do Congo e na região dos Grandes Lagos. O comunicado sublinha que o diálogo, o respeito pelos compromissos assumidos e a protecção dos civis são elementos fundamentais para reduzir as tensões e criar condições para uma reconciliação nacional sustentável.

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