A empresa de exploração de cobre na Zâmbia, Sino-Metals Leach, pertencente ao grupo estatal China Nonferrous Metals Industry Group, é acusada de ter despejado cinquenta milhões de litros de resíduos tóxicos de mineração no rio Mwambashi, um afluente do Kafue, nos arredores da cidade de Chambishi, no passado dia 18 de Fevereiro.
A situação, que ainda gera debates naquele país da África Austral, resultou do desabamento da mina cuja poluição afectou, segundo investigadores, mais de 100 quilómetros do rio Kufue abaixo.
Segundo a Revista ADF, o Director de Comunicação da Wildlife Crime Prevention, Luwi Nguluka, anotou que o derramamento do ácido é um desastre ecológico e “levará anos para atender as consequências de longo prazo. Os ecossistemas fluviais precisarão tempo para recuperar o equilíbrio e perda da biodiversidade”.
De acordo com a ADF, estima-se que 60 % da população da Zâmbia viva na bacia do rio Kafue e dependa da sua água, fornecendo cerca de cinco milhões de pessoas, incluindo moradores de Lusaka, a capital da Zâmbia.
Por isso, o governo mandou fechar o fornecimento de água para a cidade de Kitwe, proxima ao Kafue, onde 700 mil pessoas dependem daquele rio. O ministro da Economia Verde e Meio Ambiente, Mike Mposha, disse que o governo vai responsabilizar a empresa Sino-Metals Leach Zâmbia Limited que já está a causar, além de poluição, a perda de plantações e negócios nas regiões de Chambishi, Kalulushi e Kitwe.
O Centro de Justiça Ambiental, através da directora executiva, Maggie Mwape, considera que o processo de limpeza, além de ser complexo, é dispendioso. Nestes termos, a activista ambiental aconselha que o processo de mediação deve ser transparente, inclusivo e responsável para garantir que as necessidades das comunidades sejam prioridades.
