Hakainde Hichilema, presidente eleito da Zâmbia, inicia desde segunda-feira, o seu segundo mandato presidencial num momento em que a consolidação do poder é acompanhada por dúvidas sobre o processo eleitoral e pelo agravamento das tensões com os líderes dos partidos da oposição.
Reeleito nas eleições de 13 de agosto com 60% dos votos Hakainde Hichilema garantiu mais cinco anos à frente do país embora alguma opinião considere que não encerrou a disputa política.
O seu principal adversário, Brian Mundubile, rejeitou os resultados e denunciou alegadas irregularidades, controvérsias que ganharam maior dimensão depois de observadores da União Europeia identificarem fragilidades no apuramento e na verificação dos votos.
A limitação das possibilidades de contestação judicial também levantou preocupações entre setores da oposição, porém em todo caso, é neste ambiente que Hichilema assume novamente a Presidência da Zâmbia.
Na cerimónia de posse, o chefe de Estado simbolizou mudança do tom do debate, apelando à unidade nacional e convidando a oposição a cooperar com o Governo.
O desafio, porém, será transformar o discurso de reconciliação em ações concretas. A relação entre o poder e os seus adversários políticos poderá determinar o ambiente institucional durante os próximos cinco anos.
No mesmo discurso, Hakainde Hichilema prometeu além da reconciliação nacional, o emprego e restruturação da economia do país.
