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Agência Internacional de Energia pede medidas urgentes para reforçar o abastecimento mundial de gasóleo

A Agência Internacional de Energia (AIE) apelou aos seus países-membros para que considerem medidas adicionais destinadas a aliviar a pressão sobre os mercados mundiais de gasóleo, perante o agravamento das condições de abastecimento. Numa comunicação enviada antes da reunião do Conselho de Administração, marcada para 15 de outubro de 2026, o director-executivo da organização, Fatih Birol, defendeu uma resposta coordenada para proteger a segurança energética e a estabilidade económica.

Entre as medidas propostas está a aceleração da disponibilização das reservas e dos volumes de petróleo prometidos pelos países na acção colectiva lançada em Março de 2026, dando prioridade ao gasóleo. A AIE recomenda que os membros que ainda não cumpriram integralmente os compromissos assumidos avaliem a possibilidade de antecipar as entregas em falta. Alguns países já disponibilizaram volumes superiores aos inicialmente previstos.

Birol apelou também aos países que já cumpriram os compromissos de Março para que avaliem a necessidade de libertar quantidades adicionais de gasóleo. Caso considerem essa medida necessária, deverão definir o volume, o calendário e o carácter complementar das novas disponibilizações, tendo em conta a avaliação da AIE sobre o mercado e a declaração dos líderes do G7.

A comunicação surge num contexto de renovados ataques contra infra-estruturas civis e energéticas na Arábia Saudita, incluindo os ataques ao aeroporto internacional de Riade, que Birol classificou como trágicos. A organização considera que a cooperação entre os países-membros é essencial para responder às perturbações no mercado e limitar os seus efeitos sobre o abastecimento energético.

A reunião do Conselho de Administração da AIE, a 15 de outubro, deverá permitir avaliar as medidas já adoptadas e discutir os próximos passos. «Tal como fizemos em Março, acredito que podemos demonstrar novamente a capacidade da AIE para agir em conjunto em apoio da segurança energética e da estabilidade económica», afirmou Fatih Birol, defendendo a continuidade da coordenação internacional perante as actuais dificuldades no mercado mundial de gasóleo.

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