As ações da Boeing desvalorizaram cerca de 9%, depois de a fabricante norte-americana apresentar um calendário de recuperação mais lento do que o esperado pelos investidores. As previsões levantaram dúvidas sobre a rapidez com que a empresa conseguirá melhorar os resultados financeiros.
O presidente executivo, Kelly Ortberg, revelou que a produção do 737 MAX só deverá atingir 52 aviões mensais na segunda metade de 2027. Antes disso, a empresa pretende estabilizar a fabricação nas 47 unidades por mês, dando prioridade à segurança, à qualidade e à regularidade da cadeia de abastecimento.
Apesar da reação negativa dos mercados, a Boeing reduziu significativamente os prejuízos no terceiro trimestre, passando de 5,3 mil milhões de dólares, em 2025, para 116 milhões de dólares este ano. As receitas cresceram 4%, atingindo 24,2 mil milhões de dólares, impulsionadas sobretudo pelas atividades de defesa e serviços.
A fabricante prevê ainda obter um fluxo de caixa livre anual de 10 mil milhões de dólares em 2029, mais tarde do que alguns analistas antecipavam. A empresa mantém também a expectativa de certificar o avião 777X em 2027, reforçando a estratégia de recuperação gradual após vários anos marcados por problemas de segurança e atrasos industriais.
