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EUA: Administração Trump reduz Departamento da Educação e gera controvérsia

A administração de Donald Trump está a reduzir drasticamente o Departamento da Educação, cortando metade dos funcionários e diminuindo o financiamento de áreas como o Gabinete de Direitos Civis e o Instituto de Ciências da Educação.

Defensores do ensino público alertam para o impacto destas medidas, sublinhando o prejuízo que assumirão perante milhões de alunos, aumentando as desigualdades.

A União Nacional de Pais denunciou que as medidas não representam uma reforma, mas sim uma forma de impedir que as crianças tenham oportunidades justas.

O governo ainda não esclareceu que funções do departamento poderão ser transferidas ou eliminadas.
A Secretária da Educação, Linda McMahon, garantiu que os programas fundamentais, como o Título I, que apoia escolas com alunos de baixos rendimentos, e as bolsas Pell, destinadas a estudantes universitários carenciados, não serão afetados.

O departamento gere milhares de milhões de dólares em financiamento escolar e supervisiona 1,6 biliões de dólares em empréstimos estudantis.

Apesar de o financiamento federal representar apenas 14% do orçamento das escolas públicas, é essencial para suportar programas de apoio a alunos vulneráveis, tais como alimentação escolar e a assistência a estudantes sem-abrigo.

Os republicanos defendem há décadas o encerramento do Departamento da Educação, alegando desperdício de dinheiro e interferência federal excessiva. Trump prometeu eliminá-lo e devolver as suas competências aos estados, classificando-o como um “reduto de radicais”.

Apesar disso, utilizou o departamento para impor a sua agenda, pressionando escolas e universidades em temas como a participação de atletas transgénero no desporto feminino, ativismo pró-Palestina e programas de diversidade.

A proposta de encerramento enfrenta resistência no Congresso.
Em 2023, 60 republicanos juntaram-se aos democratas para impedir a medida. No primeiro mandato, a então Secretária da Educação, Betsy DeVos, tentou reduzir o orçamento da agência, mas a proposta foi rejeitada, até por membros do próprio partido.

Na última sexta-feira, 14 de março, concentraram-se vários manifestantes em protesto contra os cortes e mudanças anunciadas, junto à sede do Departamento da Educação, em Washington.

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