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EUA podem enfrentar a mais longa paralisação governamental da história, alerta presidente da Câmara

O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, afirmou que o atual encerramento do governo federal pode tornar-se o mais longo da história dos Estados Unidos, caso o impasse com os democratas continue. No 13.º dia de paralisação, Johnson declarou que não irá negociar enquanto o partido adversário não recuar nas exigências relacionadas com os subsídios do Affordable Care Act (Obamacare).

A crise já levou à suspensão de milhares de funcionários públicos, ao encerramento de museus e serviços federais e a atrasos nos aeroportos, afetando várias áreas da economia.
A administração Trump tem utilizado o bloqueio para reduzir o tamanho do governo, enquanto sindicatos movem ações judiciais contra os despedimentos em massa.

Os democratas defendem a renovação imediata dos subsídios de saúde, que expiram no final do ano, alertando que milhões de cidadãos enfrentarão fortes aumentos nos prémios de seguro caso não haja acordo.

Apesar da manutenção do pagamento aos militares através de fundos extraordinários, setores como a educação e os programas sociais continuam sem financiamento. Se a paralisação se prolongar além do final do mês, poderá ultrapassar o recorde de 35 dias registado em 2019, aprofundando a instabilidade política e económica no país.

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