Uma proposta apresentada pelo Selective Service System está a gerar polémica nos Estados Unidos ao prever o registo automático de homens entre os 18 e os 25 anos numa base de dados militar, podendo entrar em vigor já em dezembro, caso seja aprovada.
Atualmente, o registo já é obrigatório, mas depende da iniciativa individual. Com esta mudança, o processo passaria a ser feito automaticamente através do cruzamento de dados federais, o que levanta preocupações sobre um possível regresso do recrutamento militar obrigatório.
O debate surge num contexto de crescente tensão internacional, especialmente com o conflito envolvendo o Irão. O presidente Donald Trump tem mantido uma posição ambígua, afirmando que “todas as opções estão em aberto”, o que intensifica receios de uma eventual mobilização de tropas.
Historicamente, os EUA recorreram ao recrutamento em seis grandes conflitos, incluindo a Guerra do Vietname, mas desde 1973 o serviço militar é voluntário. Ainda assim, o não cumprimento do registo pode implicar multas elevadas e até pena de prisão, embora raramente aplicadas.
A possível implementação desta medida está a dividir a opinião pública e a classe política, podendo reacender um dos temas mais sensíveis da sociedade americana: o regresso do “draft” em tempos de guerra.
