Os Estados Unidos iniciaram uma revisão do pacto de segurança AUKUS, firmado em 2021 com o Reino Unido e a Austrália, para garantir que a iniciativa está em conformidade com a linha política da nova administração liderada por Donald Trump. Segundo o Financial Times, o principal conselheiro político do Departamento da Defesa, Elbridge Colby, explicou que o processo visa assegurar que o acordo está alinhado com a agenda “América Primeiro”.
Considerado crítico do AUKUS, Colby salientou que os submarinos nucleares são um recurso estratégico e escasso, alertando que a indústria norte-americana enfrenta dificuldades para satisfazer a procura interna. O conselheiro do Pentágono, próximo de Trump, já tinha afirmado em 2024 que a atual capacidade de produção dos EUA é insuficiente, o que levanta dúvidas sobre a viabilidade do fornecimento previsto no pacto.
No âmbito do acordo, assinado durante a presidência de Joe Biden, a Austrália comprometeu-se a adquirir três submarinos de propulsão nuclear da classe Virginia a partir da década de 2030, com possibilidade de adquirir mais dois.
Apesar da revisão em curso, o vice-primeiro-ministro australiano, Richard Marles, manifestou confiança na continuidade do plano, afirmando que não é surpreendente que a nova administração norte-americana reavalie os termos do pacto.
Também o Reino Unido se pronunciou, considerando natural que uma nova administração queira rever acordos multilaterais de longo prazo.
Um responsável do governo britânico reiterou o compromisso com o AUKUS e sublinhou a importância estratégica da relação com os EUA. A revisão ocorre enquanto o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, participa na cimeira do G7 no Canadá, onde poderá reunir-se informalmente com Trump.
