Os Estados Unidos começaram a revogar e recusar vistos a estrangeiros que celebraram publicamente o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, morto a tiro a 10 de setembro enquanto discursava numa universidade em Utah.
O anúncio foi feito pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que afirmou no X: “A América não acolherá estrangeiros que celebram a morte dos nossos concidadãos. As revogações de vistos estão em curso. Se estão aqui com um visto e aplaudem o assassinato público de uma figura política, preparem-se para serem deportados”.
Na semana passada, o secretário de Estado adjunto, Christopher Landau, já tinha emitido um aviso semelhante, declarando que estrangeiros que glorificam violência ou ódio “não são visitantes bem-vindos”.
O Departamento de Estado não especificou quantos vistos foram cancelados nem se cidadãos europeus foram afetados pela medida.
Kirk, de 31 anos, foi atingido por um disparo no pescoço enquanto falava a estudantes na Universidade de Utah Valley. O suspeito, Tyler Robinson, de 22 anos, foi detido após uma caça ao homem de 33 horas e enfrenta agora uma acusação formal de homicídio.
O caso incendiou o debate político nos EUA. Setores conservadores criticaram as manifestações online de escárnio pela morte de Kirk e algumas pessoas perderam empregos em áreas como aviação, educação e comunicação social devido às suas publicações.
A administração Trump prometeu uma repressão contra o que chama de “esquerda radical”.
A procuradora-geral, Pam Bondi, culpou diretamente esses grupos pelo ataque e afirmou que serão responsabilizados. A declaração levantou críticas de juristas e comentadores, que lembram que a Primeira Emenda não prevê exceções legais para discurso de ódio.
